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10/08/2009 - 07:24
Municípios da AMUNOP aproveitam a gripe A para protestar contra a crise

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Cornélio Procópio


Dezenove prefeituras da região da AMUNOP (Associação dos Municípios do Norte do Paraná) fecham as portas a partir desta segunda-feira (dia 10 de agosto) em função da gripe e em protesto contra a queda na arrecadação e repasses federais e estaduais. A decisão foi tomada sábado no último final de semana, em Cornélio Procópio, durante reunião extraordinária da entidade, que contou com a presença de 14 prefeitos e prefeitas.

Os demais prefeitos que não estiveram na reunião foram consultados por telefone e também acataram a decisão. Com a medida, só vão funcionar os serviços considerados indispensáveis à população, como atendimento à saúde e recolhimento de lixo. O fechamento será até o dia 17.

“Por unanimidade, todos os prefeitos e prefeitas que participaram da reunião entenderam que seria o momento exato para tomarmos esta atitude radical: Optarmos por fechar todas as prefeituras de todos os municípios da região, não só para enfrentamento da crise desta pandemia da gripe H1N1, mas, também, em razão das sucessivas quebras de receitas, tanto de FPM (Fundo de Participação dos Municípios), ICMS e outras receitas mais que os municípios dispõe”, afirmou o presidente da AMUNOP e prefeito de Cornélio, Amin Hannouche (foto).

Adiantou que, em comum acordo, os prefeitos decidiram que só não vão paralisar os serviços considerados como essenciais, como coleta de lixo e limpeza pública e a saúde, além de serviços internos como contabilidade e parte jurídica. Ele disse o objetivo é mobilizar não só os municípios da microrregião, mas, também, outras associações.

“GERENTES DA FOLHA” - “Quem sabe, com essa nossa atitude, consigamos chegar até os governos estadual e federal e sensibilizá-los de que ninguém mais suporta a atual situação”, queixa o dirigente. Ele mostrou que os municípios já não têm mais como suportar as sucessivas quebras que, somente em julho chegou a 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele disse que 25% do orçamento das prefeituras são canalizados para a educação e 15% gastos com saúde. Isto, segundo ele, quando se consegue trabalhar com o índice mínimo, visto que estas duas áreas consomem muito mais e o que sobra é muito pouco, já que a maioria dos municípios já trabalha com uma folha de pessoal em torno de 50%, sobrando algo em torno de 10% para gerenciar a prefeitura. “A grande queixa de nossos prefeitos é de que estão sendo apenas gerentes da folha de pagamento de seus respectivos municípios”, complementou.


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