05/08/2009 - 09:11 Moradores do Bairro do Macuco denunciam que fábrica de bateria está contaminando a água do rio Congonhas Moradores prometem fazer manifestação pedindo o fechamento da fábrica de chumbo localizada no parque industrial Domingos Soares Filho Fonte: Isaac Vilela
A produtora rural Janete de Lima, do bairro do Macuco, procurou as emissoras de rádio locais para denunciar a reabertura da fábrica de bateria no parque industrial Dr. Domingos Soares Filho. Segundo ela, a fábrica está funcionando normalmente desde o último dia 24. A moradora pede providências por parte das autoridades competentes, no caso Prefeitura, Instituto Ambiental do Paraná e Sanepar porque entende que esse chumbo está sendo jogado no ribeirão Macuquinho que desagua no rio Congonhas, que abastece as cidades de Cornélio Procópio, Congonhinhas e Uraí. Janete de Lima adiantou que moradores da região do Bairro do Macuco estão preparando uma manifestação de protesto pedindo o fechamento da fábrica que, na sua opinião, está cansando danos à saúde da população daquela região rural. Há pouco mais de dois anos, relatório da unidade da Sanepar dizia que a água do ribeirão Macuquinho não estava contaminada por chumbo oriundo desta fábrica instalada no parque industrial Dr. Domingos Soares Filho e que a Empresa estava atenta ao problema, fazendo um acompanhamento diário da situação. A Sanepar, no entanto, reconheceu a preocupação da população devido as notícias de que o material altamente tóxico poderia estar contaminando a água que chega diariamente em nossas residências.
O rio Congonhas que nasce em São Jerônimo da Serra, tem sua nascente bem protegida pelos técnicos da Companhia. “Precisamos preservar este bem da natureza para que as futuras gerações também tenham acesso direto”, revelou naquela oportunidade o então chefe da unidade local da Sanepar, Milton Borghi. Ele lembrou que o Movimento Água da Nossa Gente foi criado com objetivo de proteger o rio Congonhas que tem uma vazão de 1.240 litros por segundo. Essa proporção de vazão possibilita uma tranqüilidade muito grande para a população, pois garantiu abastecimento normal de água mesmo diante da prolongada estiagem que castigou a região de Cornélio Procópio em 2006.
Reiterou, contudo, que o rio Congonhas, apesar de todo trabalho visando sua preservação, já perdeu seu potencial de água em mais de 30% nos últimos 20 anos. “Isso é preocupante e exige da sociedade ações como a tomada agora pelo Movimento Água da Nossa Gente, que tem obtido uma aceitação muito grande por parte da sociedade organizada”, observou.
O chefe da unidade local do Iap (Instituto Ambiental do Paraná), José Mariano Macedo disse que o órgão vai apurar a denúncia da produtora rural Janete de Lima e tomar as providências necessárias caso a água do ribeirão Macuquinho esteja mesmo contaminada por causa desta fábrica de bateria . “Aqueles moradores podem ficar tranquilos porque o Iap tem competência suficiente para verificar o problema e indicar soluções”, apontou. Macedo disse também que, o Iap está ainda analisando a água do ribeirão Tangará que registrou recentemente uma mortandade de peixes, deixando os pescadores preocupados e revoltados.
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