
Até o momento cerca de 45% das lavouras de verão já estão colhidas na região de Cornélio Procópio. A afirmação é do economista do Deral (Departamento de Economia Rural) do Núcleo Regional da Sacretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) local, Santo Pulcinelli Filho (foto). Nos últimos dias não tem chovido na região e isso tem beneficiado as colheitas de soja e de milho nos 23 municípios que abrangem a região do Núcleo Regional da Seab de Cornélio Procópio. "As lavouras de milho, por exemplo, já estão com 60% colhidas e com bom rendimento para os produtores rurais", assinalou.
Ele acrescentou que no tocante a soja o rendimento médio na faixa entre 115 e 120 sacas por alqueire. Quanto ao milho, a região está colhendo uma média entre 250 e 300 sacas por alqueire. O técnico frisou que os agricultores estão reclamando dos baixos preços pagos por esses dois produtos. No mesmo período do ano passado, por exemplo, a saca da soja sendo vendida na faixa de R$ 42,60 a 43,20 e agora está sendo comercializada entre R$ 32 e 32,60, uma redução em torno de 25%. Já a saca de milho em março de 2009 estava sendo comercializada na faixa entre R$ 18 e 18,80 e, hoje, em torno de R$ 13,50, portanto, uma redução em termo de preço da ordem de 18%. "Os produtores rurais estão comemorando a produtividade de soja, mas reclamam em termos de rentabilidade", observou.
Santo Pulcinelli Filho lembrou que em termos de oferta de produção mundial este ano, segundo estimativas oficiais, houve um aumento de 9% no plantio de soja. Apenas três países respondem por 80% desse total (Estados Unidos com 90 milhões de toneladas, Brasil 62 milhões e Argentina com 55 milhões de toneladas de soja). O especialista ressaltou que os agricultores deverão concluir até meados de abril as colheitas de milho e soja na região de Cornélio Procópio. A preocupação agora, de acordo com ele, é com relação ao milho safrinha devido a falta de chuvas. "A estimativa é de 115 mil hectares de milho safrinha nos 23 municípios da área de abrangência do Núcleo Regional da Seab local", apontou. Em relação a qualidade e o rendimento das lavouras de milho e soja, o economista do Deral adianta que estão dentro das estimativas dos técnicos agrícolas.
"Em termos de comercialização, estamos observando que os produtores rurais estão comercializando mais o milho e no caso da soja estão procurando segurar um pouco na expectativa de que os preços melhorem nos próximos meses", acrescentou. Quanto ao trigo, o técnico adiantou que espera uma safra menor este ano na região de Cornélio Procópio. Isso porque os prejuízos são cada vez maiores para os produtores que não têm nenhum tipo de incentivo por parte do governo federal. Enfatizou que o país deverá colher este ano pouco mais de 3 milhões de toneladas de trigo para atender uma demanda interna anual de pouco mais de 11 milhões. "Isso vai obrigar o país a desembolsar mais uma vez um volume considerável de recursos para garantir que os brasileiros tenham acesso ao trigo em 2010", concluiu ele.